Samsung e SK Hynix vão parar de vender componentes para a Huawei, diz rumor

A Huawei pode perder duas grandes fornecedoras de componentes eletrônicos de uma só vez: a Samsung e a SK Hynix. Segundo informações vindas da mídia asiática, há rumores de que as duas empresas estão se preparando para interromper relações com a empresa chinesa, obedecendo regras cada vez mais impositivas sendo impostas pelo governo dos EUA contra a companhia e o país.
A informação é que Samsung e SK Hynix vão suspender seus negócios com a Huawei no dia 15 de setembro, próxima terça-feira. A data exata em que novas imposições regulatórias dos Estados Unidos entram em vigor.
Tanto a Samsung como a SK Hynix são empresas sul-coreanas e normalmente não precisariam acatar regras do governo de Trump. Mas as novas medidas regulatórias se referem especificamente à venda de produtos que usam tecnologias norte-americanas para sua fabricação. Se forem produtos licenciados, com propriedade ainda em solo dos EUA, as regras se aplicam.
A situação coloca a Huawei em maus lençóis, principalmente porque outros rumores já apontam que a TSMC, fabricante taiwanesa de semicondutores – uma das maiores do mundo – teria parado seus negócios com a empresa também. Isso dificultaria a fabricação dos processadores Kirin pela companhia, que segue sendo sufocada de diversos lados pelo alcance da influência norte-americana.
A China tem tentado responder aos avanços das imposições, como oferecendo recursos para a criação de uma companhia doméstica de fabricação de semicondutores, a SMIC. Mas até essa empresa recém-criada já é alvo de sanções do governo dos EUA. Autoridades chinesas se referiram à atitude como uma tentativa “óbvia de hegemonia”.

Apesar das “brigas”, a Huawei mantém ainda uma posição de liderança no mercado de smartphones, sendo uma importante cliente para diversas empresas, inclusive norte-americanas. Segundo os bastidores da economia, algumas gigantes como a Qualcomm têm feito lobby para que o governo alivie algumas dessas sanções contra a empresa, mas a administração atual dos EUA parece apenas cada vez mais decidida em barrar empresas chinesas que alcancem o status de “gigantes”.
Fonte: The Verge

Fonte: MundoConectado